28. MEDIDAS PROVISÓRIAS


Câmara e Senado querem frear edição das medidas provisórias

Pelo que foi aprovado, a Câmara terá 80 dias para votar e o Senado, 30. Se houver alguma alteração no texto, os deputados terão mais dez dias.

No Congresso, a discussão é o número excessivo de medidas provisórias (MPs). O Senado aprovou novas regras para essas decisões do governo que têm força de lei, mas só depois passam pela aprovação dos parlamentares. A meta é diminuir o uso desse recurso.

 AS MEDIDAS PROVISÓRIAS SÃO EXCLUSIVAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, com força de lei, que entram em vigor imediatamente, já começam a valer. Só depois é que o Congresso (senadores e deputados) as aprovam ou não.

 A medida provisória, quando foi criada, era apenas para momentos de URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. Com o tempo, isso foi mudando. Agora o Congresso quer botar um freio na edição das chamadas MPs.

 Pela proposta, as medidas provisórias vão passar por uma triagem e poderão ser rejeitadas se a Comissão de Constituição e Justiça e o plenário da Câmara e do Senado acharem que não são urgentes nem importantes.

 As MPs, então, deixam de ter prioridade e perdem o poder de furar a fila de votações. Se o assunto for negado uma vez, está encerrado. O governo não pode tentar aprovar de novo no mesmo ano.

 “Criou-se uma indústria dentro do Executivo de geração de medidas provisórias. Cada ministro e cada secretário de ministério querem resolver seu problema pontual e estrutural através de uma medida provisória. Nós viramos carimbadores de medida provisória. Esse não é o papel do parlamento em uma democracia da dimensão do Brasil”, diz o senador Aécio Neves (PSDB-MG), relator da proposta.

 A proposta também faz uma restrição: a mesma medida provisória não vai poder tratar de temas totalmente diferentes. Isso acabaria com o chamado “contrabando de matérias”, que é quando assuntos que não tem nada a ver com o foco central pegam carona na medida provisória.

 Estão previstas ainda mudanças nos prazos. Pelo que foi aprovado, a Câmara terá 80 dias para votar e o Senado, 30 dias. Se houver alguma alteração no texto, os deputados terão mais dez dias. Hoje os senadores reclamam que a Câmara demora demais para votar e não sobra tempo para eles.

 Agora a proposta tem de ser votada pela Câmara. “Nós queremos analisar o texto, ver o que vem embutido neste texto, dialogar com as lideranças e, a partir disso, dar a tramitação para sua aprovação ou para sua discussão dentro da Câmara dos Deputados”, diz o deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da casa.

 Nesta quinta-feira (18/08/11) o PRESIDENTE DA CÂMARA, deputado Marco Maia, vai receber um grupo de senadores. Eles querem urgência na discussão.

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